quarta-feira, 22 de maio de 2013

A nossa 'marca'

  Quando falamos de marcas, rapidamente associamos este termo a roupa, relógios e carros. Uma marca é algo com nome e com ela agrega um símbolo ou uma imagem que nos ajuda a fazer uma ligação rápida com a própria marca. 
   As marcas podem ter ou não prestigio consoante o sucesso ou insucesso da mensagem que é transmitida ao consumidor. 
Uma boa campanha publicitaria fará com que o produto seja aceite e consumido,contrariamente uma má gestão da informação levara a que o consumidor não perceba a mensagem e como consequência o produto pode ser rejeitado. 
  Desta forma, Portugal é também uma marca,que é vista pelos restantes países consoante a mensagem criada pelo governo. 
A má gestão da 'marca Portugal' rotulou-nos como incapazes de governar sozinhos. 

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Os únicos a não sofrer com a crise

   'São todos iguais'. Quem? É obvio que me refiro aos políticos.
Está mais que visto que os únicos que não sofrem com esta crise são os banqueiros e os aparelhos partidários.
   'Banif paga prémio milionário a gestora'.A administradora Conceição Leal ganha 982,3 mil euros, mais do que qualquer outro banqueiro em Portugal. Um banco que caso o Estado não injectasse capital estava a falido. E paga Zé Povinho.
  Gostava que alguém investigasse a taxa de desemprego no seio dos partidos e  familiares de dirigentes políticos.
E continuamos. Continuamos a brincar ás políticas, ao circo que é governar o país.

domingo, 19 de maio de 2013

Que ganhe o melhor!

   O dia 19 de Maio de 2013, parece ser o dia do imaginário e do esquecimento. Vamos esquecer a negativismo, a Troika e o desemprego.
Primeiro as conversas sobre a conquista do título do FCP e agora a gala dos Globos de Ouro.
Uma gala cheia de glamour, capaz de levar os espectadores ao imaginário e de os 'prender' ao pequeno ecrã.
Vestidos de sonho e penteados elaborados, é a beleza que desfila na 'Red Carpet'.
Uma gala que serve para 'homenagear' os artistas portugueses nas mais variadas categorias. Desporto, teatro, televisão são algumas das categorias que destacam os portugueses, falamos de  profissionais que dão provas do seu valor além fronteiras.
José Mourinho e Cristiano Ronaldo glorificam a nossa pátria e dão valor à nossa nação. Dalila Carmo demonstra o seu valor no cinema.
  Obrigada profissionais que proporcionam ao 'português comum' um momento de lazer através do vosso trabalho.

Conquistas que fazem esquecer

     'Futebol Cube do Porto é tri campeão', a frase mais ouvida e mais escrita a partir do dia 19 de Maio de 2013 .Mal o jogo terminou em Paços de Ferreira, as redes socias pareciam estar ao rubro, o facebook encheu-se de mensagens de orgulho e num ambiente mais fisico, as ruas encheram-se de 'buzinadelas'.
    Numa altura em que o país atravessa uma grave crise económica,o futubol continua a animar as pessoas. 
Hoje não há crise, nao há defice e nem sequer sabemos o significado de recessão.A maior parte das conversas parecem recair no título que FCP 'conquistou'. 
Todos parecem ter opinião, Benfiquistas completamente anti-portistas que ainda não aceitaram a derrota, e alguns sportinguistas que festejam com os portistas mais uma conquista. A verdade é que todos temos uma opinião, nem que seja 'apitar há minha porta é que não' ou 'obrigado Jesus por este campeonato'. 
Uns mais entendidos que outros, mas todos com vontade de ter uma opinião.Até eu sem possuir qualquer conhecimento tive vontade de me manifestar! 
    É isso mesmo, pelo menos ao fim-de-semana  vamos arranjar alternativas e esquecer  que o nosso país esta um caus. 
Segunda-feira volta tudo  normal, e como portugueses que somos, enfrentaremos  a luta, porque nao é so no futebol que conseguimos sair vencedores. 

quarta-feira, 15 de maio de 2013

O futuro do país já não está na mãos dos jovens


   Já lá vai o tempo em que acabar o curso significava ter emprego imediato na área de formação.

   Passamos anos a ouvir que o país estava nas mãos daqueles que estudavam. Havia a consciência de que uma mente  jovem, poderia mudar eficazmente, as políticas e as condutas de um pais que precisa inevitavelmente de  uma restruturação . Em Portugal a taxa de desemprego jovem é superior a 35%, dados que parecem derrotar as expectativas  daquelas que queriam ficar por cá.
   A verdade é que todos os anos novos 'caloiros' entram no ensino superior e são muitos os que terminam a sua formação todos os anos.
Estas constatações não significam esperança de que o país mude e que a economia gere emprego para todos eles, significa sim que estamos a formar jovens para emigrar.
   É sem duvida a geração mais formada de sempre, uma geração que tinha consciência que o futuro de Portugal lhe 'passava pelas mãos' . As perspectivas mudaram e Portugal é visto apenas como destino de férias, pois emigrar é cada vez mais uma hipótese.


terça-feira, 14 de maio de 2013

Reeducar os portugueses

   Cresci com a noção que tinha de me reger pelas  regras de boa educação, respeitar os outros era uma delas.
     Hoje em dia reparo que não são só os novos os mal educados.
     Entrei eu no metro depois de um dia de aulas, ansiosa por chegar a casa, quando sou obrigada a ouvir uma conversa de muito mau gosto. Deu me ideia que eram todos da mesma família, mãe filha e neta.Pelo tom de voz mesmo que eu não quisesse fui mesmo obrigada a ouvir disparates que saiam descontroladamente da 'boca' do elemento mais velho da família. Expressões que nem sequer vou colocar aqui. As pessoas revoltam-se quando os jovens têm comportamentos impróprios, o que acho muito bem, mas a verdade é que aquela senhora não estava de todo certa e ninguém lhe dizia nada. O futuro do país está nos jovens mas precisamos essencialmente dos ensinamentos dos mais velhos.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Esta é uma mensagem sem saudosismo



'Grândola Vila Morena' foi uma música composta e cantada por Zeca Afonso, fez parte dos ícones que marcaram a revolução de 25 de Abril. Muita gente continua associar a mesma a uma revolução contra a ditadura.
Hoje em dia, acho muito bem que as pessoas se manifestem, pois vivemos num país (supostamente) livre, onde as diversas opiniões devem prevalecer e serem discutidas. O que continuo sem perceber e sem concordar é o 'porquê' de recorrem sistematicamente a símbolos do passado para resolver problemas do presente. Invocar musicas ou datas que significaram gritos de revolta, que actualmente não fazem sentido.
  Ninguém pode esperar um novo 25 de Abril, porque os tempos são outros!Podemos arranjar formas, símbolos ou musicas que marquem os dias de hoje.
A sociedade continua agarrada a algo que pertence ao passado e não reparam que vivendo tempos diferentes, estes símbolos deixam de 'fazer sentido'.

  Apesar de ser óbvio que é necessário tomar medidas, o povo tem de se agarrar ao presente, usar, criar e inovar como fizeram na revolta dos cravos.